sexta-feira, 20 de abril de 2012

A Terra do Baile da Chita
           
Dois Aglomerados humanos iniciais, estabelecidos na região, eram chamados pelas respectivas localizações de Lourenço de Cima e Lourenço de Baixo. O primeiro teve origem em uma capela erigida pelo proprietário, Antônio de Souza Barbosa, em homenagem à Nossa Senhora da Conceições. Nem ele e nem Lourenço Veiga, pioneiros que deram grande impulso ao povoado, foram escolhido para dar nome à cidade. Anos Depois, já no regime republicano, a localidade passou a se chamar Paulo Jacinto, por sugestão da Great Western, em homenagem a Paulo Jacinto Tenório, rico fazendeiro de Quebrangulo que havia doado terras para a passagem da ferrovia.

História - A denominação primitiva do atual município de Paulo Jacinto foi o pequeno vilarejo chamado “Lourenço de cima” para distinguir-se da povoação "Lourenço de Baixo" propriedade agrícola de Lourenço Veiga, onde como era de costume, construir uma capela sob invocação de São Lourenço, ainda existente. "Lourenço de cima" teve origem com a vinda de Antonio de Souza Barbosa, ilustre paraibano filho de Campina Grande, que se transladou para alagoas nos primórdios do segundo império 1835 vindo habilitar a nossa terra, juntamente com sua família. O fundador de Lourenço de Cima foi o então Sr. Antônio de Souza Barbosa que construiu uma capela sob invocação de Nossa Senhora da Conceição. Novos habitantes para lá fluíram, atraídos pela amenidade do clima e a fertilidade do solo, fazendo surgir uma povoação em torno da capela. Um homem conhecido por José Carolino abriu o primeiro estabelecimento comercial do lugar, chamado na época de “bodega”.
         Com a inauguração, em 1911, da estação da Estrada de Ferro da "Great Western", o Povoado passou a chamar-se Paulo Jacinto, homenagem a Paulo Jacinto Tenório, filho de Quebrangulo e que havia doado à citada Companhia uma área de terras destinada aos serviços da nova via de comunicação.

Gentílico: paulo-jacintense

Um comércio crescente 

Nessa altura, dadas às necessidades do ambiente, surgiu o primeiro estabelecimento comercial, uma bodega, como era chamado na época, de propriedade do senhor José Carolino. Numa terra que se plantando, muito se colhia o excedente da lavoura era transportado pelos novos povoadores, em lombos de animais, para a praça do comercio mais próximo, particularmente Pilar-grande empório comercial da época. Os produtos agrícolas eram vendidos ou trocados. Ao voltarem para sua terra, após uma cansativa viagem, traziam tecido, charque, bacalhau, farinha de trigo, e outros, produtos esses que não eram encontrados no povoado (EMB/IBGE 1959). 
Nos primeiros dias da República, o que era um pequeno aglomerado, foi aos poucos se tornando uma prospera povoação com dezenas de casas e já com vários estabelecimentos comerciais. Uma pequena indústria (á vapor) de descaroçar algodão, uma feira semanal bastante frequentada, geravam alguns empregos e rentabilidade para a população.
Paulo Jacinto Tenório
Em 1911, com a inauguração da estrada de ferro, administrada pela Great Western, houve um grande desenvolvimento, tanto no aspecto social quanto no econômico, quando por proposta da companhia encarregada de administrar a movimentação dos trens , foi solicitado que se mudasse o nome da localidade para Paulo Jacinto, em homenagem ao Sr. Paulo Jacinto Tenório, que havia doado á aquela companhia, uma grande área de terras destinadas aos serviços da nova via de transportes, de grande importância para o crescimento de toda região.
As distancias são encurtadas com a inauguração da via férrea, as cidades vizinhas e a capital já não se encontram tão distantes, com algumas horas de viagem, a população pode visitar parentes, ir ao medico, fazer compras ou vender suas mercadorias, entre outras coisas. O desenvolvimento acelerado faz com que em 1925, a povoação seja elevada a categoria de vila, sendo então oficialmente denominado de Vila Paulo Jacinto, em homenagem a Paulo Jacinto, em homenagem a Paulo Jacinto Tenório.

Anseio de liberdade

Os habitantes da próspera vila de Paulo Jacinto já não aceitavam depender politicamente do Município de Quebrangulo. Iniciam-se, então, vários movimentos, liberados por representantes de vários segmentos da sociedade, em prol da emancipação politica, destacando-se: Barbosa Filho e sua esposa Sebastiana Holanda Barbosa, s.r. Caladinho e esposa Irene Barros Calado, Novo Barros e esposa Josefa Barbosa Barros (Zefinha de Novo), José Teixeira Cavalcante, João Cassiano Costa, Alonso Andrade, João Duda Calado e filhos, Francisco de Assis Barbosa e esposa Maria Luísa Torres Barbosa, José Aurino de Barros e família, José Moreno Cunha e muitos outros.
Dentre os movimentos, destacou-se um baile, realizado no mês de julho de 1951, num galpão, para ser armazenado algodão para ser comercializado, espaço esse conhecido pelos paulojacintenses como Lagense. Por ser realizado no mês posterior ás festas juninas, o traje era de chita, tanto para os rodados vestidos das senhoras, como para as camisas dos nobres senhores. Na época a música “Rosinha de Propriá”, de Luiz Gonzaga, fazia sucesso, sendo executada ao som de uma sanfona, era o carro chefe do baile, cuja finalidade era angariar fundos para a emancipação politica da Vila de Paulo Jacinto.
Finalmente, após várias reuniões e audiências com o Governador do Estado, da época, Dr. Arnon de Melo, em 02 de dezembro de 1953 , a Lei1747, tornou Paulo Jacinto independente de Quebrangulo, sendo elevado á categoria de Município.
Formação Administrativa. Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, figura no município de Quebrangulo o distrito de Paulo Jacinto.  Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1950. Elevado à categoria de município com a denominação de Paulo Jacinto, pela lei nº 1747, de 02-12-1953, desmembrado de Quebrangulo. Sede no antigo distrito de Paulo Jacinto ex-povoado. Constituído do distrito sede. Instalado em 07-01-1954. Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.
Somente em 04 de janeiro de 1954, foi nomeado o primeiro prefeito do Município de Paulo Jacinto, José Aurino de Barros, digno descendente do Sr. Antônio de Souza Barbosa, dando-se a instalação do Município em 07 de fevereiro do mesmo ano. Festiva solenidade marcou o sentimento de júbilo da população que compareceu em massa ás comemorações em homenagem a nova cidade.
Apenas em 31 de janeiro de 1955, foi eleito o primeiro prefeito através do voto direto, Sr. Francisco de Assis Barbosa (2º prefeito do município), também descendente de Antônio de Souza Barbosa. Nesta data, também foi instalada a câmara de vereadores, tendo como presidente, Sr. José Aurino de Barros. Até a presente data, Paulo Jacinto contou com (10) prefeitos sendo que em 1978, em virtude do falecimento do então prefeito Sebastião Barbosa Calado, assumiu a Vice-Prefeita Maria José Ferreira Fontan.
Nesse período os mandatos foram prorrogados de 04 (quatro) para 06 (seis) anos. Foi um período de mudanças, onde por coincidência ou não, a maioria do Secretariado Municipal era exercida por mulheres, o Poder Legislativo era presidido pela Vereadora Eloína Cavalcante Barbosa, o judiciário era comandado pela Exma. Juíza Nelma Torres Padilha. Esse fato foi destaque em jornais, na Revista Veja e no Fantástico, por ser quase inédito no Brasil.

domingo, 8 de abril de 2012

Poetas

Antonio Alves de Oliveira nascido em Viçosa-AL, aos  24 de maio de 1907 e aos 93 anos escreveu sua experiência de vida em versos, homem do campo, pequeno produtor rurar, é Católico praticante, deu seu testemunho de fé a muitas gerações, homem de muita fé. Era apaixonado por Paulo Jacinto cidade onde viveu boa parte de sua vida.
Viveu no Sítio Olho D'água do Pinto até 2000, onde mudou-se para cidade de Palmeira dos Índios-AL.



Claudiane Almeida Vieira

Fabio da Silva Alves


Maria Cicera Araújo Feitosa

Antônio da Silva Lima


sábado, 7 de abril de 2012

Geografia: O Paraíba do Meio


O município de Paulo Jacinto pertence à Mesorregião do Agreste Alagoanos e à Microrregião Geográfica de Palmeira dos índios, limitando-se ao norte como Quebrangulo, ao sul com Mar Vermelho, a leste com viçosa, a oeste com Quebrangulo e Palmeira dos índios.
Inserido na Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RDMA), faz parte da Área Piloto Interestadual de Quebrangulo, onde devem ser desenvolvido projetos-modelos que estabeleçam conceitos e funções dessa reserva.
Localização da Sede
Possuí uma área de 108,457km² (IBGE, 2007) e se encontra a uma distância de 104km de Maceió, tendo como principais vias de acesso as rodovias BR-316, AL-210 e AL 440. Sua altitude é de 247 acima do nível do mar e as suas coordenadas geográficas são respectivamente: 9 22’e 23” de latitude sul e 36 21’ e 27” de longitude W, Gr”.
Paulo Jacinto é drenado pela bacia hidrográfica do Rio Paraíba do Meio e suas maiores altitudes são as serras de Paulo Jacinto (619 metros) e Grande (520 metros).
Com temperaturas mensais superiores a 21ºC, apresenta médias de 21,5ºC, em agosto, e de 26,5ºC, em fevereiro. A precipitação total alcançada 1.300mm, concentrada no período de maio a agosto, o que a identifica como uma região de boa precipitação pluviométrica.
O clima, segundo Thomthwaite, é megatérmico sub-úmido seco, com deficiência hídrica no verão.
Em relação ao relevo, o município tem como destaque as serras: Paulo Jacinto (também conhecida como Serra Grande, surge como principal atrativo turístico, com seus 700 metros de altitude. No inverno o acesso de carro fica complicado, mas, para os espíritos aventureiros, vale a pena uma caminhada até o alto, de onde se tem uma vista privilegiada de toda a região), Serra da Mandioca, Serra Bonifácio, Serra Saudade (Também conhecida Mar Vermelho). 
Geologicamente, encontra-se sobre o embasamento do Maciço Pernabuco-Alagoas, onde ocorrem lentes mineralizadas em barita e calcário. Localizado sobre rochas cristalinas, apresenta relevo dissecado, com aprofundamento da drenagem variando de 45 a 52 metros. As formas são ressaltadas pela orientação e aprofundamento dos vales. Ocorre também planos retocados, resultantes de remanejamento sucessivos, que indicam a permanência de processos areolares. Seu sítio urbano é cortado pelo Rio Paraíba do Meio. O seu principal rio é o Rio Paraíba (também conhecido como Parnaíba do Meio), ele nasceu no Município, de Bom Conselho Estado de Pernambuco, banha as cidades de Quebrangulo, Paulo Jacinto, Viçosa, Cajueiro, Capela e Atalaia indo desaguar na Lagoa Manguaba. No Vale do Paraíba nos municípios de Quebrangulo e Paulo Jacinto destacam-se a criação do gado bovino e a cultura do Inhame de irrigação. Este rio que tanto tem servido aos municípios por eles banhados, hoje se encontra totalmente poluído devido ao lançamento de dejetos sanitários e lixos. O desmatamento da sua nascente e das suas margens tem provocado o assoreamento do Rio. Os principais afluentes do Rio Paraíba em no município de Paulo Jacinto são: os riachos Lunga e Bucu na margem direita; Taquara e cavaco na margem esquerda. Destes, o mais importante para o município é o Riacho do cavaco por fornecer água para o consumo de toda população. Em conseqüência do desmatamento e represamento do Riacho para a prática da irrigação o abastecimento de água fica comprometido principalmente no período da estiagem.

Aspectos Econômicos


A economia do município que já foi fortemente voltada para agricultura, principalmente com a cultura do algodão, atualmente está alicerçada na pecuária, ocupando posição de destaque no cenário alagoano com ênfase para a criação do gado nelore, destinado ao corte, à prática de criação mais comum é a extensiva, não sendo descartada a forma intensiva que já começa a ser praticada também praticada também por alguns fazendeiros da região. Outra atividade que está sendo apontada como uma das grandes potencialidades para o desenvolvimento econômico do município é a Piscicultura.
Na região já existe um laboratório de produção de alevino e há pretensão de em breve ser instalada uma fabrica de filetagem de peixes. O município tem como seu maior gerador de emprego a Prefeitura que absorve mão-de-obra de aproximadamente 450 pessoas, o comercio local e a feira livre também geram emprego com um número bastante reduzido, não ultrapassando 150 pessoas.
 Dentro da programação da festa da ‘Chita’ a também o festival do inhame é uma forma de divulgar e fortalecer a cadeia produtiva do mesmo. É um programa que se mantem através de associações e empresas cooperativadas, programa de Arranjos Produtivos locais (PAPL), governo do estado, por meio é das secretarias de estado da agricultura e do desenvolvimento agrária (Seagri), do planejamento e do orçamento (SEPLAN), e do serviço de apoio ás micro e pequena empresas de alagoas (SEBRAE/AL). Dentre os assuntos abordados no festival, estão a exposição de projetos de pesquisas, a assistência técnica e extensão rural, os programas governamentais como “Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), e a alimentação escolar além de instalação de uma praça de alimentação com produtos a base do inhame, feitos pela comunidade local que foi treinada pelas ações do APL inhame, por meio do SEBRAE/AL.
 De acordo com o gestor do APL no Vale do Paraíba, Walter Sandes, o festival é uma ação itinerante e dependem do apoio das prefeituras as cidades de Paulo jacinto e viçosas são as que proporcionam maior apoio. O evento é aberto ao público e é realizado pela prefeitura municipal de Paulo jacinto em parceria com a secretaria do estado da agricultura e desenvolvimento agrário (SEAGRI/AL), grupo de impulsão do agronegócio do Vale do Paraíba (guia), cooperativa dos pequenos produtores de Inhame do Vale do Paraíba (Coopevale) e SEBRAE/AL. 
Paulo Jacinto tem na pecuária bovina sua principal atividade econômica. A agricultura é tradicional (milho, feijão e madioca), com pouco diversificação e baixa produtividade. a criação de animais e de medio porte cresce com ovinocultura e, na agricultura, laranja e o inhame são as culturas comerciais do futuro. Alagoas já foi o principal produtor nordestino de inhame. Tradicional na cultura familiar alagoana, o inhame ficou para traz devido a dois problema: a praga da casca preta (causada pelo nematóide Scutellonema), que quase dezimou a cultura; e a comercialização, quando 90% da produção são vendidas a atravessadores que, no final, acabam ganhado mais que os produtores. Paulo Jacinto, Quebrangulo e Mar Vermelho formam, juntamente com Pindoba, Chã Preta e Viçosa, o maior poló do tubérculo no estado, responsável por 90% da produção. Atualmente, há um esforço combinado entre prefeituras, Secretária Estadual de Agricultura e Universidade Federal de Alagoas (UFAL) para recuperar essa cultura. Cerca de 500 produtores de 25 comunidade rurais estão pasticipando de um projeto associativo que aumentará o poder de comercialização e a possibilidades de exportação.
Prefeitos de Paulo Jacinto

1953 - Emancipação Politica (02/12/1953)

1954 - José Aurino de Barros (Nomeado)


Natural de Campina Grande, no Estado da Paraíba, descendente de Antônio de Souza Barbosa, fundador de Paulo Jacinto, foi um dos precursores da Educação de nosso município, sendo um grande politico. Trabalhou pela Emancipação Politica de Paulo Jacinto junto a outros paulojacintenses e em 04 de janeiro de 1954 foi nomeado o primeiro prefeito do Município de Paulo Jacinto, pelo Governado do Estado Dr. Arnon de Melo.






 


1955 - Francisco de Assis Barbosa (1º Prefeito Eleito por voto direto)
 
Francisco de Assis Barbosa nasceu em 1909, no Sitio Olho D’água, ainda pertencente à Quebrangulo, filho de José Barbosa e Maria Amélia Barbosa. Por volta de 1921, começou a estudar na Vila Paulo Jacinto, com o professor Teodomiro Alves de Oliveira e sempre se mostrou interessado pela matemática.
Entre o final da década de 20 e inicio de 30, fundou a Loja Esperança, dando oportunidade de trabalho a alguns jovens de diferentes classes sociais. Vendia a prazo e geralmente as pessoas pagavam anualmente com os lucros da safra da agricultura. Casou-se com uma brilhante jovem de Palmeira dos Índios – Luiza Torres Barbosa que se entregou a cultura local e aqui se destacou como autora do Hino Municipal, pintura da Igreja Matriz em alto relevo e participou do coral, foi professora de música e comerciante, trabalhando na loja de sua propriedade “A Graciosa”, entre outros.
Foi o primeiro prefeito eleito em 31 de janeiro de 1955 por volto direto, com expressiva votação pelo seu exemplo de honradez e humanidade, sempre assegurando vitorias em suas empreitadas. Foi também vereador na época em que vereador não recebia subsidio. Um cidadão comprometido com as coisas de Paulo Jacinto, muito religioso, homem temente a Deus, nos deixou em 1988, ficando uma grande lacuna com sua partida.

3/02/1956 - José Aurino de Barros  (eleito em 03/10/1955)

1962 - Francisco de Assis Barbosa

1966 - José Aurino de Barros (Eleito em 3/10/1965) / João Pereira Carnaúba (Vice)

1969 - 1972 Joaquim Borba Calado (Arena - Altual PP) / José Correia Fontan (vice)
Joaquim Borba Calado, natural de Paulo Jacinto, foi casado com Eulina Barbosa Calado com quem teve dois filhos: Maria José Barbosa Calado e Sebastião Barbosa Calado, que quando adulto, foi prefeito deste município por um anos, vindo a falecer em seguida. Joaquim Borba foi apoiado pelo Ex-prefeito José Aurino de Barros.

1973 - 1976 José Joaquim da Silva  (Arena- Atual PP) / Henrique Pereira Bispo (vice)
José Joaquim da Silva, conhecido como Juca Cobra, nasceu em paulo jacinto em 17 de outubro de 1931, filho de Joaquim da Silva e Quitéria Amorim Souto, foi vereador por dois mandatos e prefeito deste município. Casou pela segunda vez com Luiza  Rocha.

1977 - 1978 Sebastião Barbosa Calado (+1978) e Maria José Ferreira Fontan (Vice) 

1978 - 1982 Maria José Ferreira Fontan 
Da esquerda para direita: Elma Canuto, Izabel Costa (Iza), Nize, Grinauria Teixeira, Eloisa Cavalcante (Lola), Mª José Correia Fontan, Nelma Torres Padilha, Grinauria Baborsa, Joana da Silva, Josefa Luíza Pereira (Zefa), Fancisca Correia (Chica Pendão) e Maria Araújo Feitosa (D. Cicera).
          Maria José Ferreira Fontan nascida em Paulo Jacinto no dia 09 de maio de 1933, filha de Francisco Ferreira e Maria Ferreira de Vasconcelos. Criada por suas tias Amélia e Maria. Teve a infância pobre, mas digna, e ainda adolescente começou a trabalhar na Loja Esperança do Sr. Francisco Barbosa, depois nos Correios e Telégrafos de onde saiu aposentada. Sua simpatia foi motivo da conquista de muitas amizades.
            Em 1957 casou-se com José Correia Fontan, pai de seus sete filhos: Margarida, Maria Amélia, Renise, Batista, Verônica, Francisco e Celsa.  A pedido do marido, um apaixonado por política na sua essência: "de fazer o bem, ajudar aos menos favorecidos e colaborar com o desenvolvimento da cidade que escolheu para viver", foi candidata a vice -prefeita na chapa de
seu compadre Sebastião Barbosa e com o falecimento do mesmo em 1978 assumiu a prefeitura onde administrou por cinco anos, já que os mandatos de prefeitos e vereadores foram prorrogados para seis anos. Gosta de receber os grandes políticos e de realizar eventos públicos, sendo frequentadores da sua residência homens como o Governado Guilherme Palmeira e Dilvado Suruagy, Luiz Cavalcante, Secretários de educação, segurança, saúde, Senadores e Deputados e outros mais.
            Realizou diversas obras, como calçamento de ruas, compra e reforma do prédio da Prefeitura Municipal, assinatura do convênio do DER para asfaltamento da estrada Viçosa – Paulo Jacinto, mas desenvolveu principalmente políticas sociais, voltadas para a população carente, como clube das mães, natal dos pobres, creche, programas na área de saúde e educação. Administrou com dificuldades financeiras, pois as verbas eram escassas para atender a demanda, trabalhou com muita honestidade e cuidado com o bem público. Dizia: - "Prefiro não fazer festas, mas pagar em dias meus funcionários".
            Em 1979 ficou viúva. Com sete filhos para criar e administrar uma cidade. Usou toda sua sensibilidade e criatividade para governar e cuidar da educação dos filhos.
            Uma das mulheres pioneira na política local e novidade na época, com uma equipe em sua maioria formada por mulheres, sua administração inovadora chamou a atenção dos órgãos da imprensa nacional, motivo da reportagem na revista Veja e no programa Fantástico da Rede Globo. Seu mandato ficou conhecido como “O Poder de Saias”.
            Faleceu em 23 de Novembro de 1999, deixando para os filhos seu exemplo de coerência, dignidade, honestidade e respeito.


Câmara Municipal (1977 - 1978): Mario Leandro da Costa / Eloina Cavalcante Babosa (Lola) / Luiza Faustino Rocha / Antonio Aprigio / Henrique Bispo / Sebastiana Teixeira dos Santos (Bastinha) / Guido Falcão / Manoel Gama / Ricarte Pereira.

Juíza da Comarca: Drª. Nelma Torres Padilha

1983 - 1988 José Gama Da Silva (ARENA - Atual PP) / Luciano José Torres Barbosa (Vice)

José Gama da Silva, natural deste município do Sitio Jangada, filho de Manoel Gama da Silva e de Maria Anastácia da Silva, estudou até a 4ª série na escola da zona rual de sua região, e em seguida fez o curso Ginasial na Escola Cenecista Antônio Farias, e nas horas vagas trabalhava no campo com seu pi. Terminando o curso ginasial, foi morar em Maceió, onde estudava e trabalhava de taxista. Formou-se em Direito. Depois de formado voltou a Paulo Jacinto, onde resolveu candidatar-se a prefeito, concorreu às eleições e foi eleito no pleito de 15 de novembro de 1982 assumindo a prefeitura em 01 de fevereiro de 1983 pela coligação Aliança Renovadora Nacional (ARENA), sendo eleito o prefeito mais jovem do Estado. Casou-se durante seu mandato, com a jovem de Palmeira dos Índios, Rosimeire Medeiros, tendo três filhos. o Prefeito José Gama era muito festeiro, considerado por muitos, polêmico e gostava de organizar destas juninas e valorizava muito a cultura local

Câmara Municipal (1983 - 1988): Cicero Faustino da Silva (Presidente) / Antonio Barros Aguiar / Alfredo de Souza Canuto / Antonio Agostinho dos Santos / Elias Bernadino Filho / Euza Duarte Cavalcante Ribeiro / Ivanildo Barbosa / João Teixeira dos Santos / Sebastião Campos.

1989 - 1992 João Neto Viana Teixeira de Mendonça (MDB) / José Ênio da Veiga Lima (vice)

João Neto Viana Teixeira Mendonça nascido em 01 de maio de 1934, natural de Paulo Jacinto, filho de João Ferreira de Lima e de Juvina Teixeira de Mendonça, foi eleito pela partido MDB - Atual PMDB. Seu maior sonho desde criança era de se envolver na política. No seu governo construiu a ponte do riacho Taquara, a ponte sobre o Rio Paraíba (Destruída em seu mandato em virtude da enchente, construção da praça Juvina Teixeira na rua Floriano Peixoto, calçamento de pedra que dá acesso a varias comunidades rurais entre outras. 

Câmara Municipal (1989 - 1992): Antônio Agustinho dos Santos / Cicero Cavalcante / Emmanoel Barbosa Teixeira / José Eugênio de Almeida / Fernando Feitosa de Araujo / Henrique Bispo (Filhinho) / Maria Araujo Feitosa / Ivanildo Barbosa / José Teixeira dos Santos.

 

1993 - 1996 Neulivan Vasconcelos Souza (PDT) / Alexandre Teixeira Cassiano (Vice)

Neulivan Vasconcelos Souza, natural de paulojacinto, nascido na fazenda Riacho Seco; é agropecuarista e seu slonga de campanha e mandato foi "Trabalho, Ordem e Respeito.



1997 - 2000 Elma Sales Costa (PSD) / Emmanuel Barbosa Teixeira ( PSDB - Vice)

Elma Sales Costa tem 2 filhos. Filha de João Cassiano Costa e Grinauria Sales Costa. Professora, há seis anos iniciou sua carreira política, exercendo a cargo de Secretária Municipal de Assistência Social. Recuperou áreas esquecidas no município, como saúde, habitação, educação e infraestrutura. Em sua administração também implantou um projeto pioneiro no Estado, o "Cidade para Todos", que, entre outras coisas, fez a adequação do município às necessidades de idosos e deficientes.

Câmara municipal: Cícero Faustino Silva (PFL), Cícero Lima da Silva (PSD), Christiano Costa Souza (PSD), Francisco Manoel Ferreira Fontan (PFL), João Teixeira dos Santos (PSB), José Eugênio de Almeida (PSC), José Graciano Amorim (PSDB), Manoel Afonso de Souza Neto (PSC) e Marcos Antônio de Almeida (PTB)

Juíza da Comarca: Drª. Mª Lúcia de Fátima Barbosa Pirauá




 

2001 - 2004 Emmanuel Barbosa Teixeira - PSDB / Marcos Antônio de Almeida (Vice)

Emmanuel Barbosa Teixeira conhecido como Nerinho, nasceu em Paulo Jacinto em 26 de maio de 1960, filho de José Teixeira Cavalcante e de Francisca Barbosa Teixeira, Técnico em Agronomia e Agrimensura, foi vereador por dois mandatos (1989-1992 / 1993-1996). Dentre as obras de seu governo destaca-se: a recuperação da Escola 2 de dezembro, a recuperação de todas as estradas vicinais, calçamento do Povoado José Aurino de Barros, construção de 127 casa populares através de convenio com o Governo Federal sendo que 25 foram construídas com recursos municipais, criou a Casa da Cultura e implantou a Banda Fanfara.







2005 - 2012  Marcos Antônio de Almeida - PSB / Ricardo José Costa Souza (Vice)

Marcos Antônio de Almeida conhecido como Marcos Lisboa, paulojacintense nasceu em 11 de maio de 1963, filho de Antônio Lisboa de Almeida e Maria Inês Carlos de Almeida, é engenheiro agrônomo. Foi vereador e vice-prefeito deste município. Seu lema de gestão é "Vencendo Desafios". Segundo ele a escolha desse lema foi em virtude das dificuldades encontradas e dos desafios a serem vencidos na vida política.

Fatos relevantes desenvolvidos em sua administração:
- Desvio do leito do Riacho Taguara para evitar enchentes;
- Saneamento Básico do Conjunto Teotônio Vilela;
- Construção de quatro conjuntos habitacionais (Residencial Santa Inês);
- Construções de boeiros em varias ruas;
- Calçamento da ladeira popularmente chamada de Ladeira de Seu Zé Filho que liga o centro da cidade a AL 210

Slogan de Gestão
Câmara Municipal (2005-2008): Maria Zilda De Assunção Tenório (Presidente- PTB) / José Edvardo Ribeiro (1ª Secretario - PSDB) / Francisco Manoel Ferreira Fontan (Chicão) 2º Secretario- PTB) / Mauro Luiz da Silva (PTB) / Arconço Pereira Dos Santos (Netinho - PMN) / Cicero Lima da Silva /  Fabrício Berto Faustino (PR) / Helenivaldo Cavalcante Monteiro (Junior Ribeiro - PDT) / José Anisthyn Carvalho Da Silva (PDT).

Juíz da Comarca: José Cavalcante Neto Amâncio.

Câmara Municipal (2009-2012): Aparecido Do Nascimento (PSDB) / Arconço Pereira Dos Santos (Netinho - PMN), Baltazar Teixeira Cavalcante Filho (PSDC) /  Elza Rodrigues De Almeida (PTB) / Fabrício Berto Faustino (PR) / Helenivaldo Cavalcante Monteiro (Junior Ribeiro - PDT)/ Jose Teixeira Cavalcante Júnior (Junior Teixeira - DEM) / Maria Zilda De Assunção Tenório (PTB) / Thais Canuto - Presidente 2011-2012 (PTB).


2013 - 2016  Ivanildo Pereira do Nascimento - PSB / Maria Zilda De Assunção Tenório - PTB (Vice)

Ivanildo Pereira da Silva, é natural de Paulo Jacinto, nasceu em 27 de setembro de 1954 e é filho de Jaime Ferreira do Nascimento e Maria Pereira do Nascimento, foi Eleito no pleito de 07 de outubro de 2012, tomando posse em 1 de janeiro de 2013. Estudou até o ensino fundamental completo e é servidor civil público aposentado (CASAL). Casado com Margarida, pai de três filhos, e apoiado pelo atual prefeito, Marcos Lisboa, Nildo do Jaime como é conhecido, foi vitorioso pelo PSB-40 com 2.565 (52,13%) votos, onde disputou ao cargo com André Magalhães Cassiano do PHS-31 segundo lugar com 1.624 (33,01 %) votos e Mario Jorge Machado Barros do PP-11 que ficou em terceiro com 731 (14,86 %) votos. Seu slogan de governo é “Paulo Jacinto – No caminho do desenvolvimento”.



Câmara Municipal (2013-2016): Arconço Pereira Dos Santos (PMN) - Presidente 2013-2014 (Netinho - PMN), /  Elza Rodrigues De Almeida (PSD) / Fabrício Berto Faustino (PSD)  / Sheila Magna Assunção Silva (PTB) / José Anisthyn Carvalho Da Silva (PMN) / Francisco Manoel Ferreira Fontan (Chicão) - PT do B / José Salú da Silva (PDT) - Presidente 2015-2016 / Maciel Barbosa de Lima (PSB) /  Davi de Aquino Silva (PSB)

2017 - 2020  Marcos Antônio de Almeida - PMDB / Helba Maria Teixeira Cassiano (vice) - PMDB


           
Marcos Antônio de Almeida, 11 de maio de 1963, filho de Antônio Lisboa de Almeida e Maria Inês Carlos de Almeida, é engenheiro agrônomo (UFAL). Foi vereador e vice-prefeito deste município, e prefeito entre 2005-2012. foi Eleito no pleito de 02 de outubro de 2016 junto com sua esposa (natural de Palmeira do Índios em 26/09/1965) como vice na chapa para exercer seu 3º mandato no comando do executivo da cidade. Lisboa foi vitorioso pelo PMDB-15 na coligação PAULO JACINTO VOLTANDO A CRESCER (PMDB / PSB / PDT / PRTB / PTN / PT do B) com 2.727 (55,95%) votos, onde disputou ao cargo com Maria Zilda De Assunção Tenório do PMN-33 segundo lugar com 1.253 (25,71%) votos e Fabrício Berto Faustino do PSD-55 que ficou em terceiro com 894 (18,34%) votos. Lisboa consegue mais uma vez eleger 6 vereadores para a base do seu governo, apenas três da oposição conseguiram se eleger.
PROPOSTAS
1. Implantação da Educação em Tempo Integral;
2. Construção de Quadras de Esporte na Zona Rural;
3. Viabilizar terras para o Trabalhador Rural;
4. Saneamento Básico para toda Cidade;
5. Construção do Parque Municipal;
6. Construção da Ponte ligando Rua Senador Arnon de Melo a Rua Vera Cruz;
7. Construção de uma Nova Avenida ligando o Centro da Cidade a AL-210;
8. Construção de Casas Populares;
9. Viabilizar a Recuperação das nossas Nascentes;
10. Preservação das Matas Ciliares;
11. Asfaltar as Principais Ruas e Acessos da Cidade;
12. Recuperação do Sistema de Abastecimento D’água;
13. Implantação da Guarda Municipal;
14. Viabilizar a Criação de Hortas Comunitárias;
15. Viabilizar, junto com Municípios Vizinhos, a Construção do Aterro Sanitário. 


Slogan e lema de governo
         


Câmara Municipal (2013-2016): Arconço Pereira Dos Santos (PSB), / Sheila Magna Assunção Silva (PMN) / José Anisthyn Carvalho Da Silva (DEM) / Francisco Manoel Ferreira Fontan (Chicão) - PT do B / José Salú da Silva (PDT) / Maciel Barbosa de Lima - Presidente 2017-2018 (PSB) /  Davi de Aquino Silva (PSB)  / José Ribeiro Barbosa Neto - Ribeirinho (PTN) / Laryssa Rodrigues De Almeida (PPS)